Entretendo os irmãos

Contei aqui para vocês o quanto Felipe gosta de “conversar”, contar tudo que fará no dia, acontecimentos para o irmão Lucas. Maravilhoso de ver!

Agora, sem mais nem menos, começou a realizar inúmeras atividades que gosta com os irmãos. E tudo bem que o Lucas está lá quietinho no carrinho. Felipe de plantão, em pé, fica ao lado e começa a cantar, ler história.

O mesmo acontece com o Thomas. Pega um monte de livros já conhecidos e preferidos, convida-o para sentar ao seu lado no sofá e assim começa a leitura. Faz a leitura do seu jeito, ora inventando partes a partir do conhecimento que tem das ilustrações, ora recuperando o que foi contado por nós.

E assim o tempo passa com a mamãe por perto trabalhando, realizando as inúmeras demandas de uma casa e também parando para filmar essa beleza!

Um aprendizado em conjunto! Um irmão puxando o outro adiante! Apesar de todo trabalho, dedicação e tempo que exigem... é BOM DEMAIS ser mãe de três.





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1 de 4 - Diferenças culturais na criação dos filhos


Mais um mês, mais uma blogagem coletiva das Mães Internacionais. Esse mês escolhemos falar sobre as diferenças culturais na criação dos filhos, desde escrever sobre as diferenças culturais de acordo com cada país de origem ou também sobre as diferenças culturais que os pais apresentam de acordo com a influência da própria criação, dos princípios trazidos desde a infância.

Escolhi falar sobre o segundo aspecto, ou seja, o quanto meu marido e eu apresentamos diferenças na maneira de olhar para a vida, no jeito que lidamos com as situações do dia a dia e criação/educação dos filhos. Temos muitas diferenças no modo de pensar, em relação as nossas atitudes. E de antemão já digo que não é fácil chegarmos a um consenso, dá-lhe conversa, discussão...

Tanto ele como eu somos brasileiros, porém a família dele mantém a tradição alemã por conta dos avós, seguindo alguns princípios e costumes bem diferentes dos brasileiros. Lembro como se fosse ontem do meu primeiro Natal junto com a família dele, dos almoços de domingo, ao lado de toda família. Alguns costumes e uma tradição muito diferente. Me encantei, pelos princípios e postura que sempre apresentaram diante da vida, dos acontecimentos marcantes, da relação familiar. Cá entre nós me apaixonei e hoje estou casada com ele. Hahahaha...

Porém todo esse encantamento, depois de anos de convivência, quando temos filhos nos impulsiona aos questionamentos, favorece algumas discussões, algumas horas sem falar com o outro. Isso mesmo! Aquela postura tão admirada pode incomodar muito!

Mas a graça da relação é justamente essa troca, a discussão para chegarmos a um consenso de opinião, de postura diante da criação dos filhos. Muitas vezes, mesmo não aceitando totalmente, porém existindo respeito. 

Há três aspectos que vira e mexe estamos discutindo, argumentando ao nosso favor ou por consideração ao outro relevando uma série de coisas para um bom convívio. O primeiro é em relação a proposta pedagógica das escolas, ou seja, a maneira como aprendemos e atualmente nossos filhos. O segundo se trata dos cuidados e olhar que temos diante do ser criança, o que sabemos que homem e mulher lidam de maneira muito diferente. Por último é a questão do consumo. 

Comecei a conversar com o marido sobre os três aspectos durante a escrita e, detalhe, parei... A conversa tomou uma dimensão que não consegui finalizar. Por um lado, achei muito interessante, pois assim posso aprofundar os assuntos nos próximos posts. Esse é o motivo desse post ser 1 de 4. Aos pouquinhos darei continuidade...

Agora me contem...

Vocês também têm aspectos que permeiam a família, que batem de frente, discutem sempre com o marido pensando na melhor criação / educação dos filhos? Quais são?

Aproveitem e conheçam mais sobre esse assunto. É só clicar aqui.
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Uma situação totalmente inesperada


Estamos na primavera tendo dias de verão, no qual o sol permanece durante o dia todo. E lógico, lógico que as crianças querem brincar ao ar livre, no jardim. Para o Felipe tem sido a maior novidade e alegria vestir camiseta de manga curta. Isso mesmo! Algo pouco usado por aqui. Essa é a conclusão que cheguei, já que a temperatura predominante não colabora muito.

Mas isso é apenas um detalhe para a história que compartilharei com vocês.

Felipe tem adoração para brincar ao ar livre, brincar junto com o irmão dirigindo tratores, brincar de capturar bichos do jardim para colocar na lupa, de futebol e com os colegas.

Então, que entre uma brincadeira e outra, no jardim, em frente ao espaço da garagem, Felipe e o colega sumiram. Geralmente de dentro da casa conseguimos ver o jardim e praticamente quase toda a área, mas fiquei preocupada já que a pouco tempo atrás estavam todos ali. Assim...

Sem mais nem menos, fui até o jardim, ao invés de chamar pela janela falando alto ou gritar por eles. Quando cheguei chamei pelo Felipe que imediatamente correu, vindo de um lugar pouco visível. Praticamente um esconderijo de crianças...

No entanto, faro de mãe é incrível e como conheço o filho que tenho achei que o shorts, a camiseta estavam um pouco tortos, não exatamente do jeito que saiu para brincar. Detalhe: a parte do elástico da cueca estava aparecendo. 

Huuummmmm na hora quando vi pensei na brincadeira de médico, no conhecimento e interesse que as crianças apresentam pelo próprio corpo, pelo do colega. Mas será? Será isso mesmo que imaginei...

Então, um pouco mais tarde conversei somente com o Felipe:

Acompanhem só!

“- Felipe, do que você e seu colega estavam brincando?”
“- Ah, de nada! (com olhar estranho, que deixa dúvida no ar)”
“- Como assim, de nada?”
Não tendo resposta, logo fui mais direta.
“- Agora, porque sua cueca estava aparecendo, sua camiseta estava pra cima, vocês estavam brincando de alguma coisa? Você tirou a roupa?”
“- Ah mamãe foi ideia do... Ele que pediu para eu abaixar o shorts e a cueca”.
“- E ele também fez?”
“- Também fez mamãe!”
“- Então, me conta o que vocês fizeram!”
Com a maior inocência e confiança começou a me contar.
“- Nós abaixamos a cueca, aí ele pediu para eu segurar o pipi dele e ele segurou o meu!”
Lógico que fiquei surpresa, tentei me conter, foi totalmente o inesperado para a mamãe aqui.
“- Ahh, e só isso!”
“- Depois ele pediu para eu sentar no colo dele.”
“- Pelado? E você sentou?”
“- Sim e depois sai”.
“- Mas você acha que é uma boa brincadeira? Que pode fazer isso?”
“- Mamãe foi ideia do... Ele que pediu...”
“- Felipe não é bacana fazer isso. A gente não pode sair tirando a roupa no jardim, na rua. Não é mesmo? E vocês já sabem o que cada um tem, que menino tem pipi. Da próxima vez que ele pedir para você diga que não é uma boa brincadeira, que você não fará mais isso”.
“- Pode deixar mamãe que vou falar isso para ele. Mas se ele pedir muitas vezes?”
“- Bom aí você fala que não vai fazer e vem contar para a mamãe. Tá bom?”
“- Tá mamãe.”

O assunto parou por aí, mesmo porque acredito que não devemos estender além da conta algo que pode parecer tão natural, com ar de brincadeira para eles. Na hora fiquei muito surpresa e chocada.  Preocupada, de boca aberta essa foi minha atitude! Apesar de me conter... me conter muito! Imaginaram a situação? Você ouvindo isso do seu filho de quase 5 anos... Mas mesmo assim, acredito que tenha tido uma boa conduta já que preferi conversar com ele numa boa, sem dar bronca, sem repreender e, muito pelo contrário, somente explicar tentando ao máximo que tivesse confiança, se sentisse a vontade para contar tudo para mim.

E acredito, acredito que fez mesmo! Contou tudo da forma mais natural possível.

Mas, e agora... e o colega? O que vocês fariam nessa situação? Acham que é totalmente algo espontâneo, natural e de interesse de explorar, conhecer o corpo (o próprio e do colega)? Da maneira que relatei, realmente como tudo aconteceu, você vê malícia nessa brincadeira? Acha mesmo que um menino dois anos mais velho sabe o que está fazendo ao incentivar meu filho a tirar a roupa?

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Falta pouco...

Em maio de 2009 mudamos para a Alemanha, Felipe estava prestes a completar 2 anos de idade e agora, falta pouco, muito pouco para fazer 5 anos. Como pode? Como passou rápido!

No primeiro ano estávamos nos instalando então comemoramos os 2 anos fazendo um belo passeio. Felipe gostou muito de conhecer o Zoo (zoológico de Munique). Desde que mudamos para cá temos como meta realizar um grande passeio (Zoo, parque de diversão) no aniversário dos meninos e a depender das condições fazer uma pequena festa.

Com 3 anos fizemos uma festa, convidamos apenas dois amigos mais próximos e vizinhos. No ano passado, convidamos os amigos mais queridos e aumentou um pouco o número,  sendo 6. Fizemos em casa mesmo e foi muito gostoso. Contei para vocês!

Mas esse ano tenho uma grande questão: O que fazer? Devo fazer algo?

Sabemos que a criança deseja comemorar o aniversário. Por aqui, todo ano tem a possibilidade de uma comemoração simples na escola, apenas com bolo, o que já deixa Felipe muito contente.

Agora, para o aniversário de 5 anos perguntei para ele se queria fazer algo em casa. Lógico que a resposta foi sim, como poderia ser diferente! Logo mostrando os dedos da mão começou a falar que convidaria esse, aquele e aquele outro amigo. Bom, no total 7 amigos, sendo uma menina. Pois é, somente uma, a querida e parceira das brincadeiras.

Também falou que gostaria que o tema fosse de polícia. Como assim, polícia? Isso mesmo foi o que ele me disse. Bom, até aí tudo bem. Pode ser que ao conversar novamente com ele sobre o assunto apareça outro.

Mas minha preocupação, ou melhor, meu pensamento gira em torno de como fazemos algo, sendo que tudo precisa ser organizado por nós mesmos; desde a mesa, comes e bebes, até o entretenimento com as crianças. E detalhe, planejar, dar conta de fazer tudo isso, tendo um bebê de praticamente 2 meses para cuidar, que exige um tanto do tempo e dedicação. Será que é possível? Será que darei conta?

Falei com o marido que topou ajudar, tirar o dia de folga. Mas mesmo assim, fazer em casa? Dentro ou fora? Contar com o tempo bom ou não? Oferecer um piquenique para as crianças? Convidar as famílias para um encontro no parque? Fazer um piquenique com as famílias? Não fazer nada? Ter uma lista de brincadeiras e cartas na manga para o dia, independente do tempo. Quais? Desistir e fazer apenas um bolo, algo bem simples para nós? Muitos questionamentos e uma decisão para ontem.

Já que organizarei tudo, se optar por fazer, preciso começar.

E vocês, já viveram algo parecido? Já fizeram um piquenique só com as crianças ou em conjunto com os pais?  Aceito sugestões e ideias do que um dia já fizeram ou que pelo menos acham interessante nessa situação.

E pensando nesse tema que Felipe sugeriu de primeira mão: POLÍCIA, o que acham? O que realmente dá para fazer? 

Conto com vocês! Nem que seja apenas com uma simples sugestão ou uma experiência vivida... 

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Sorriso em série: 1 mês e 10 dias



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